Não pode estar sempre a chover

terça-feira, janeiro 30, 2007

Desesperada, quem? Eu?

Acordei cedo hoje e muito bem disposta ( não é muito normal ;))!! Fui até à aula de código...confesso, aquilo é muito secante! E se não adormeço é porque de manhã as aulas são com senhoras ( com idades para serem minha mãe) que são umas verdadeiras cassetes ;) Vira o disco e toca o mesmo!! O que salva a manhã é o Sr. António. Quando vou tomar café já acendeu a lareira e já trouxe o jornal! Viva o Sr. António! Mas hoje estava mesmo decidida a tirar a tarde para arranjar emprego e lá fui eu depois de almoço!! Decididamente não foi uma boa tarde, começo a sentir-me cansada! Quando me dizem aquela frase, "deixe o seu contacto que depois ligamos" só tenho vontade de lhes responder mal, mal mesmo!! De tão habituada que estou a ouvi-la já percebi o seu verdadeiro sentido, qualquer coisa como isto: " Não precisamos de ninguém mas obrigada". Que nervos!! Na minha última tentativa do dia, prometi que se me voltassem a repetir essa frase iria responder de uma forma não menos simpática! E não é que a responsável pela instituição me respondeu precisamente o mesmo que todas as outras?! Ai, aí fiquei chateada! Ok, ok não respondi mas tive que respirar fundo e dizer um seco :"Obrigada, aguardo o contacto". Claro, como é fácil de imaginar, ando farta de fazer contactos( ao menos se fossem minimamente em condições ;) ), um dia destes é vê-los a ligarem-me todos ao mesmo tempo!! E aí, eu vou responder : " Deixe o seu contacto, logo lhe dou uma resposta"!! :) Ah, pois é!!

Back home!

Acabei o curso há setes meses…tanto tempo já passou!
E, em alguns dias desses meses todos, dou por mim a (re) lembrar. Amigos, dias e tardes, noites, risos, choros e segredos partilhados. E é inevitável sentir saudade. É inevitável que sorria e ao mesmo tempo corra uma lágrima perdida.
Tenho saudades do meu quarto, da minha janela com vista para o escadório da Nossa Senhora dos Remédios. Esse quarto jamais poderá falar! ;)
Tenho saudades da minha Cátia e da minha Pokanina.
Tenho saudades de ir às aulas, da escola, de frenesim diário.
Tenho saudades de encontrar o Bruno todas as manhãs.
Tenho saudades dos jantares, “regados” com vinho rasco do Pingo Doce.
Tenho saudades da Marisa e da Mónica.
Tenho saudades de ir buscar a Mónica a casa e consequentemente dos seus atrasos.
Tenho saudades da remisga, dos tremoços do Sr.Vítor.
Tenho saudades da Amêndoa Amarga tomada no Pote, religiosamente, todas as quintas-feiras.
Tenho saudades das quintas-feiras passadas no coop.
Tenho saudades de “tomar chá” a horas não muito próprias (tomava-se mesmo chá!) ;)
Tenho saudades dos papéis postos no carro da paixoneta da época;
Tenho saudades dos perigos que corria em ser descoberta a fazer uma grande maluquice (felizmente nunca ninguém soube das minhas maiores maluquices) ;).
Tenho saudades do Félix.
Tenho saudades de lanchar na melhor pastelaria de Lamego.
E tenho saudades de tantas mais coisas e de tantas mais pessoas.
Agora, estou em casa e alegra-me saber que tenho todas estas saudades. É sinal que foi um período feliz da minha vida. Foi mesmo.
Por isso, sei que não vou esquecer e vou guardar cada lugar vosso atado em mim a cada lugar meu! A cada pessoa, a cada lugar devo milhões de sorrisos.
Mas é bom estar em casa, como me disse um amigo um dia: “tu és mais feliz quando estás com a tua família”! E é verdade, sou mesmo feliz!

Na dúvida...

Se me ponho a trabalhar e
escrevo ou desenho,
logo me sinto tão atrasado
no que devo à eternidade,
que começo a empurrar para diante o tempo
e empurro-o, empurro-o à bruta
como empurra um atrasado,
até que, cansado, me julgo satisfeito;
e o efeito da fadiga
é muito igual à ilusão da satisfação!
Em troca, se vou passear por aí
sou tão inteligente a ver tudo o que não é comigo,
compreendo tão bem o que me diz respeito
sinto-me tão chefe do que é fora de mim,
dou conselhos tão bíblicos aos aflitos
de uma aflição que não é minha,
dou-me tão perfeitamente conta do que
se passa fora das minhas muralhas
como sou cego ao ler-me ao espelho
,que, sinceramente, não sei qual
seja melhor,
se estar sozinho em casa a dar à manivela do mundo,
se ir por aí a ser rei invisível de tudo que não é meu.

Almada Negreiros

domingo, janeiro 21, 2007

Boa sorte Catita!! :)



Lembraste de nós, da nossa grande aventura?! :)
Agora vais tu, sem mim :( , para Itália!! Itália... :)
Aproveita bem!
Vive!
Sorri!
Lembra-te de mim! ;)


Saudades da vida académica!! :)

quarta-feira, janeiro 17, 2007

muse unintended

You could be my unintended
Choice to live my life extended
You could be the one Ill always love
You could be the one who listens to my deepest inquisitions
You could be the one Ill always love

Ill be there as soon as I can
But Im busy mending broken pieces of the life I had before

First there was the one who challenged
All my dreams and all my balance
She could never be as good as you

You could be my unintended
Choice to live my life extended
You should be the one Ill always love

Ill be there as soon as I can
But Im busy mending broken pieces of the life I had before

Ill be there as soon as I can
But Im busy mending broken pieces of the life I had before

Before you

domingo, janeiro 14, 2007

O Passado não dá Futuro...

Romoer coisas do passado, deixar-se prender por mágoas ou ressentimentos, ficar a atormentear-se com os erros e viver obcecado com aquilo que nunca mais volta não é, definitivamente, a melhor maneira de existir.
Ficar preso ao passado é uma expressão eloquente na medida em que define, à partida, a condição do prisioneiro, de alguém que vive amarrado a qualquer coisa que o deixa sem liberdade ou margem de manobra.
Ficar preso ao passado é isso mesmo, é ficar de pés e mãos atadas sem conseguir dar um passo em frente.
Acontece-nos a todos atravessar fases em que o passado tem mais peso do que o presente, alturas da vida em que a única certeza que temos é aquilo que já vivemos. É natural que assim seja e é, até, saudável acumular memórias para recordar quando vier a propósito.
O que se torna doentio e pode revelar-se um verdadeiro atraso de vida, é transformar o passado em presente e, em casos agudos, deixar que seja o passado a servir de molde ao futuro.
Muitas pessoas carregam consigo um enorme fardo onde se misturam experiências, sentimentos e emoções vividas mas onde prevalece claramente a vontade de recuperar aquilo que jamais voltará(...).
(...)Arrumar o passado não quer dizer esquecer e, muito menos, apagar ou fingir que não existiu. Pelo contrário, arrumar quer dizer isso mesmo. Significa deitar mãos à obra, olhar para cada coisa, pegar-lhe com cuidado e atribuir-lhe, primeiro, uma importância e, depois, uma gaveta.
Laurinda Alves( XIS Ideias para Pensar)
O Amor Não tira Férias mas a Marta tira...volto em breve!!
Até lá...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O Amor não tira férias!

Para os mais actualizados em cinema, o nome deste filme não suscita grandes dúvidas. É a mais recente comédia romântica do cinema. E se há literatura light então este filme faz parte do cinema light, ou seja, Margarida Rebelo Pinto está para a literatura light como “O Amor não tira férias” está para o cinema light.
Não tenciono debater aqui a qualidade cinematográfica do filme, o argumento é demasiado banal, quotidiano para o fazer. Basicamente, este filme, fala de duas mulheres desesperadas por mudar de ares após uma série de problemas com os homens. O típico, portanto. Com direito a happy ending!
Gosto da banalidade, gosto de sentir que tal como eu existem milhares de pessoas que, em determinado momento, se confrontam com os mesmos medos, as mesmas frustrações. Que partilham dos mesmos desejos, dos mesmos sonhos. E é por isso mesmo que não posso deixar de partilhar o que senti, em determinado (s) momento (s) ao ver este filme.
Íris, co-protagonista do filme, está apaixonada por um homem que se vai casar. O problema não seria tão mau se eles não tivessem uma relação ou até mesmo se ele não soubesse os sentimentos dela. Ela, alimenta a ideia de que um dia ele se aperceberá do quanto gosta dela, afinal é a ela que recorre sempre quando precisa, quando se sente sozinho, quando precisa de falar, quando precisa de uma Mulher. Isso não acontece.
Cansada, resolve ir de férias e consequentemente “fechar a porta” a esse sentimento. O que se esqueceu é que mais do que fechar deveria ter trancado a porta. E é aqui em que me revejo, nesta mesma situação.
Apesar de a porta se ter aberto mais uma vez para o mesmo homem…desta vez Íris fecha e tranca a porta. Ela descobriu, em si, muito mais do que pensava. Descobriu nos outros a força para trancar a porta.
Eu sei que fechei a porta e que a bati com força…mas não a tranquei. E continuo aqui. Não tirei férias. À saída do cinema, ainda que momentânea, senti uma coisa estranha. Não sei explicar. Senti vontade de trancar a porta!
Quando tentei falar disto com uma pessoa próxima…foi a desilusão. Não percebeu ou não quis perceber. E ai, percebi que só poderei trancar a porta no dia em que aparecer alguém que me faça abrir outra. Só ai. Espero ansiosa mas não desesperadamente o meu happy ending!
Eu sou a personagem principal…da minha vida!

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Lembra-te!



"Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. - Os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas."
Antoine de Saint-Exupéry

Fica tanto por te dizer...

Para ser grande, sê inteiro
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.
Ricardo Reis

terça-feira, janeiro 09, 2007

Rumos...

"Apaixonarmo-nos não é apenas sermos atraídos por uma pessoa, vê-la bela e desejável. É uma mudança interior de todo o ser; vemos o amado diferente porque nos tornamos diferentes. A nossa sensibilidade centuplicou-se, as cores tornaram-se luminosas, límpidos os sons. Pelo facto de o amarmos a ele, o nosso amado, todas a s outras pessoas nos surgem de um outro modo. Antes de tudo mais humanas. Enquanto até aí mal as víamos, agora conseguimos intuir os seus sentimentos, é como se nos tivessemos tornado capazes de nos pormos em comunicação com elas. Já não temos vontade de mentir. Sobretudo a nós próprios e ao ser amado. Percorremos de novo, na recordação, a nossa vida e apercebemos-nos de que antes de termos encontrado quem amamos, esta vida era mesquinha, insípida. O ser amado não é a perfeição, vemos os seus defeitos; se é pequeno, ou magro, se tem o nariz comprido, ou curto. Mas todas essas coisas deixam de se tornar defeitos, porque conseguimos agora ver a sua essencialidade e o seu valor. Os nossos olhos tornam-se capazes de descobrir a beleza do ser tal como é. E se o amado nos diz sim, então somos felizes e gostaríamos que o tempo parasse, e que todos os outros seres humanos fossem também felizes, e toda a humanidade e todo o universo a quem nos sentimos unidos de modo íntimo e solidário.
Na realidade, nem sequer temos a certeza de amar. Percebemos que amamos porque o ser amado volta continuamente ao nosso pensamento mesmo que o queiramos expulsar, porque nos acomete um desejo de chorar, uma necessidade de rever os seus olhos ainda que só por um instante, de nos sentir acariciar ainda que seja pela última vez. Percebemos que estamos enamorados porque o nosso amor se nos impõe. Mas não estamos seguros do amor o ser amado; poderia ser um entusiasmo, um capricho e, de facto, temos necessidade de lhe perguntar continuamente: amas-me? Amar é uma aventura no abismo do tudo ou nada; é ver a luz e correr ao seu encontro, embora com risco de vida."

F.Alberoni(1991)A Árvore da Vida.

A favor da despenalização do aborto!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

"She's only happy in the sun"

I know you may not want to see me
On your way down from the clouds
Would you hear me if
I told you
That my heart is with you now
She's only happy in the sun
She's only happy in the sun
Did you find what you were after?
The pain and the laughter brought you to your knees
But if the sun sets you free, sets you free
You'll be free indeed, Indeed
She's only happy in the sun
She's only happy in the sun
Every time I hear you laughing,
I hear you laughing
It makes me cry
Like the story of life, of your life
Is hello, goodbye
Shes only happy in the sun
Shes only happy in the sun

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Vamos rir?!

Frases que ganharam imortalidade...

Finalmente, a água corrente foi instalada no cemitério, para satisfação dos habitantes.
(Presidente da Junta de Feguesia do Fundão)

Tenho o maior orgulho em jogar na terra onde Cristo nasceu.
(Djair, jogador do Belenenses ao chegar a Belém/Restelo)

Nem que eu tivesse dois pulmões alcançava essa bola.
(Roger, ex-jogador do Benfica)

No Porto é todo o mundo muito simpático. São um povo muito hospitalar.
(Deco)

Eu disconcordo com o que você disse.
(Derlei, FCP)

Em Portugal é que é bom. Lá, a gente ganha semanalmente de 15 em 15 dias.
(Argel)

O difícil, como vocês sabem, não é fácil.
(Jardel)

Haja o que hajar, o Porto vai ser campeão!
(Deco)

Se entrar na chuva é para se queimar.
(Denilson, jogador da selecção brasileira)

Querem fazer do Boavista bode respiratório.
(Jaime Pacheco)

O Deco é invendável, inegociável e imprestável
(Pinto da Costa)
Quando o jogo está a mil a minha naftalina sobe!
(Jardel)

Os 7 artistas compõem um trio de talento.
(Manuela Moura Guedes)

Ele contraíu a doença em vida.
(Dr. Joaquim Infante)

...Para a semana há mais :)



Divirtam-se...mas cuidado com as curvas!

Bem...este jogo roubou-me algumas horas...é preciso paciência!
Mas é divertido!


http://www.asolutionforyou.com/Parking%20Game/scoregame/Game.htm

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Elogio do silêncio

"O silêncio é a cor das ocorrências da vida:pode ser ligeiro, denso, cizento, alegre, venerável, aéreo, triste, desesperado, feliz. Colora-se de todas as infinitas tonalidades das nossas vidas...Se o escutarmos, o silêncio fala-nos e elucida-nos constantemente acerca do estado dos lugares e dos seres, acerca da textura e da qualidade das situações que enfrentamos. É o nosso companheiro íntimo, o âmago permanente do qual tudo se liberta".


Marc de Smedt