Não pode estar sempre a chover

quinta-feira, janeiro 11, 2007

O Amor não tira férias!

Para os mais actualizados em cinema, o nome deste filme não suscita grandes dúvidas. É a mais recente comédia romântica do cinema. E se há literatura light então este filme faz parte do cinema light, ou seja, Margarida Rebelo Pinto está para a literatura light como “O Amor não tira férias” está para o cinema light.
Não tenciono debater aqui a qualidade cinematográfica do filme, o argumento é demasiado banal, quotidiano para o fazer. Basicamente, este filme, fala de duas mulheres desesperadas por mudar de ares após uma série de problemas com os homens. O típico, portanto. Com direito a happy ending!
Gosto da banalidade, gosto de sentir que tal como eu existem milhares de pessoas que, em determinado momento, se confrontam com os mesmos medos, as mesmas frustrações. Que partilham dos mesmos desejos, dos mesmos sonhos. E é por isso mesmo que não posso deixar de partilhar o que senti, em determinado (s) momento (s) ao ver este filme.
Íris, co-protagonista do filme, está apaixonada por um homem que se vai casar. O problema não seria tão mau se eles não tivessem uma relação ou até mesmo se ele não soubesse os sentimentos dela. Ela, alimenta a ideia de que um dia ele se aperceberá do quanto gosta dela, afinal é a ela que recorre sempre quando precisa, quando se sente sozinho, quando precisa de falar, quando precisa de uma Mulher. Isso não acontece.
Cansada, resolve ir de férias e consequentemente “fechar a porta” a esse sentimento. O que se esqueceu é que mais do que fechar deveria ter trancado a porta. E é aqui em que me revejo, nesta mesma situação.
Apesar de a porta se ter aberto mais uma vez para o mesmo homem…desta vez Íris fecha e tranca a porta. Ela descobriu, em si, muito mais do que pensava. Descobriu nos outros a força para trancar a porta.
Eu sei que fechei a porta e que a bati com força…mas não a tranquei. E continuo aqui. Não tirei férias. À saída do cinema, ainda que momentânea, senti uma coisa estranha. Não sei explicar. Senti vontade de trancar a porta!
Quando tentei falar disto com uma pessoa próxima…foi a desilusão. Não percebeu ou não quis perceber. E ai, percebi que só poderei trancar a porta no dia em que aparecer alguém que me faça abrir outra. Só ai. Espero ansiosa mas não desesperadamente o meu happy ending!
Eu sou a personagem principal…da minha vida!

2 Comments:

Anonymous Anónimo said...

apesar d ser um filme com toda a banlidade k tu falast...torna-o bem real e é por isso que me vieram lágrimas aos olhos kuando o vi...todos somos os actores principais e o destino é o melhor argumento para um "happy end"...

12:56 a.m.  
Anonymous Anónimo said...

ola.ainda bem que és a personagem principal, não te esqueças que sempre que se fecha uma porta, uma janela pode estar aberta :) beijinhos e bom fim de semana

6:11 p.m.  

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