Não pode estar sempre a chover

sexta-feira, abril 27, 2007

Are you all right?

Are you all right?
All of a sudden you went away
Are you all right?
I hope you come back around someday.
Are you all right?
I haven't seen you in a real long time.
Are you all right?
Could you give me some kind of sign?
Are you all right?
I looked around me and you were gone.
Are you all right?
I feel like there must be something wrong.
Are you all right?
Cause it seems like you disappeared.
Are you all right?
Cause I've been feeling a little scared.
Are you all right?

Are you sleeping through the night?
Do you have someone to hold you tight?
Do you have someone to hang out with?
Do you have someone to hug & kiss you?
Hug & kiss you
Hug & kiss you
Are you all right?

Are you all right?
Is there something been bothering you?
Are you all right?
I wish you'd give me a little clue.
Are you all right?
Is there something you want to say?
Are you all right?
Just tell me that you're OK.
Are you all right?
Cause you took off without a word.
Are you all right?
You flew away like a little bird.
Are you all right?
Is there anything I can do?
Are you all right?
Cause I need to hear from you.
Are you all right?

Are you sleeping through the night?
Do you have someone to hold you tight?
Do you have someone to hang out with?
Do you have someone to hug & kiss you?
Hug & kiss you
Hug & kiss you

Are you all right?

Are you all right?

Are you all right?

(Lucinda Williams)

quinta-feira, abril 26, 2007

Fragilidade

Talvez pudesse o tempo parar
Quando tudo em nós de precipita
Quando a vida nos desgarra os sentidos
E não espera, ai quem dera

Houvesse um canto pra se ficar
Longe da guerra feroz que nos domina
Se o amor fosse um lugar a salvo
Sem medos, sem fragilidade

Tão bom pudesse o tempo parar
E voltar-se a preencher o vazio
É tão duro aprender que na vida
Nada se repete, nada se promete
E é tudo tão fugaz e tão breve

Tão bom pudesse o tempo parar
E encharcar-me de azul e de longe
Acalmar a raiva aflita da vertigem
Sentir o teu braço e poder ficar

É tudo tão fugaz e tão breve
Como os reflexos da lua no rio
Tudo aquilo que se agarra já fugiu
É tudo tão fugaz e tão breve.
(Mafalda Veiga)

terça-feira, abril 24, 2007

Vai aonde te leva o coração

Quando te sentires perdida, confusa, pensa nas árvores, lembra-te da forma como crescem. Lembra-te de que uma árvore com muita ramagem e poucas raizes é derrubada à primeira rajada de vento, e de que a linfa custa a correr numa árvore com muitas raízes e pouca ramagem. As raízes e os ramos devem crescer de igual modo, deves estar nas coisas e estar sobre as coisas, só assim poderás dar sombra e abrigo, só assim, na estação apropriada, poderás cobrir-te de flores e frutos.
E quando à tua frente se abrirem muitas estradas e não souberes a que hás-de escolher, não metas por uma ao acaso, senta-te e espera.
Respira com a mesma profunidade confiante com que respiraste no dia em que viste ao mundo, e sem deixares que nada te distraia, espera e volta a esperar. Fica quieta, em silêncio, e ouve o teu coração. Quando ele te falar, levanta-te, e vai para onde ele te levar.

Susana Tamaro

Mãos que falam!

Língua Gestual Portuguesa (LGP) é a língua através da qual grande parte dos surdos, em Portugal, se comunicam. É processada através de gestos, como o nome indica e a sua captação é visual.
Numa época, em Portugal, em que nada, ou quase nada se sabia acerca da comunicação entre os surdos, no Instituto Jacob Rodrigues Pereira (Casa Pia), as crianças, nos seus tempos livres, comunicavam-se entre si numa "língua secreta, só delas, que as protegia dos ouvintes que as rodeavam": falavam com as mãos, falavam a Língua Gestual Portuguesa.

Duvidas!

Língua ou linguagem?
Uma língua é um sistema de comunicação específico e exclusivo do ser humano, sendo gerido por regras particulares.
Assim sendo, a LGP possui características que fazem dela uma língua:

* é composta, maioritariamente por símbolos arbitrários;
* é um sistema linguístico;
* é partilhada por uma comunidade de pessoas que a utilizam como sua forma de expressão mais natural;
* possui propriedades como a criatividade e a recursividade;
* possui aspectos contrastivos;
* é um sistema em constante renovação e evolução: apresenta o fenômeno da dinâmica linguística;
* a sua aprendizagem/ aquisição faz-se de modo natural num ambiente propício.
Para acrescentar, como qualquer língua oral, a LGP possui variantes dentro do seu próprio país (idioma), dependendo do grau de alfabetização e das profissões dos surdos em cada uma das regiões.
Além da Língua portuguesa e da Língua mirandesa, a Língua Gestual Portuguesa é também uma língua oficial em Portugal, pela Constituição da República Portuguesa (revisão de 1997, alínea h do parágrafo 2 do artigo 74.º).

Portuguesa ou universal?

Muitas pessoas pensam que a língua gestual, em todo o mundo, é igual. Esse pensamento baseia-se em alguns preconceitos:

* já que a comunicação por gestos é intuitiva e uma vez que não exige aprendizagem, deveria ser a mesma para todos os surdos;
* já que a comunidade surda, ao redor do mundo, é uma minoria, certamente utiliza um único tipo de comunicação;
* já que é uma comunicação icónica (uma representação da realidade, por ícones), a sua representação deverá ser a mesma em todo o mundo.

No entanto, uma vez que todos estes argumentos partem de premissas erradas, as conclusões são também erradas.
Os linguistas que estudaram as diferentes línguas gestuais concluíram que estas apresentavam diferenças consideráveis entre si.
Além disso, os surdos sentem as mesmas dificuldades que os ouvintes quando necessitam comunicar com outros que utilizam uma língua diferente.
Por isso, cada país terá a sua própria língua gestual. (http://www.wikipedia.org)



quarta-feira, abril 18, 2007

Festival de amigos!

Campanha contra o racismo.