Não pode estar sempre a chover

terça-feira, novembro 21, 2006

A carta!

(Excerto de uma carta da pessoa x para a pessoa y)

"Sempre vi no tempo a única forma de amadurecer e “validar” os sentimentos, porque quanto mais tempo passa mais ricos são os sentimentos, não duvides. Porque os sentimentos não acabam apenas mudam.
Os meus por ti, não mudaram, apenas amadureceram…talvez, por isso, seja tão difícil entenderes o que vai dentro de mim…a euforia da paixão, da discussão, do ciúme desmedido deu lugar a uma coisa maior, a algo que tu, por enquanto, não consegues compreender…perguntas-me tu: “ E? Isso é melhor”? Não é uma questão de ser melhor ou pior, é a certeza que cresceu…
Esperar por um “mapa”?! Soa-me bem, porque ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, eu sonho muito, ainda acredito no “amor e uma cabana”. Encontrar-te a ti? Mesmo que esse mapa chegue até mim, bem sabes que nunca te vou procurar. Gosto demasiado de ti para o fazer. Porque também sabes que se o fizesses era por uma memória de um passado, e eu não conseguiria te ver, apesar de sonhar com isso, lado a lado comigo, infeliz…! Esta é a prova de como eu realmente gosto de ti, a prova de como tu és o “tal” da minha vida. A partir daqui és “livre”".


É isto o amor?! Perguntou-me a pessoa que escreveu a carta.
Não sei, respondi.
Mas é autêntico, disse eu depois de cinco longos minutos de silêncio.
Repondeu-me, não me orgulho de mim ou da pessoa para quem escrevi orgulho-me de ter sentido assim...
Não respondi...sorri!

segunda-feira, novembro 20, 2006

À minha mana! *



Babita...
... só depende da intensidade do sorriso!!

segunda-feira, novembro 13, 2006

She's only happy in the sun...

Não gosto..

...que me digam: "há pessoas que estão piores que tu"!
A maioria das pessoas dizem-me isto na tentativa de confortar, a verdade é que não é de forma nenhuma reconfortante ouvir estas palavras. Só faz com que piore!
Primeiro, tenho consciência disso, no entanto, não deixo de sentir o que estou a sentir...
Segundo, por vezes estas palavras trazem a ideia de que a pessoa que as diz não está é com paciência para me ouvir...
Terceiro, estranhamente ninguém diz o inverso e não deixa de ser verdade, não é?
Por isso, não me digam estas palavras...!

Choveu...


...práticamente o fim-de-semana todo...!
Há quem assegure que o sol brilhou...mas eu não o senti! :(

Estava certamente no sítio errado...

quinta-feira, novembro 09, 2006

"Enquanto houver sol"




Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde Deus colocou
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol


Titãs



( Cátia...apesar de tudo alegra-me ouvir esta música :) )

segunda-feira, novembro 06, 2006

Quem és tu?

Se reagir como a maioria das pessoas reage a esta pergunta, direi o meu nome. Mas se insistirem, começarei a descrever-me. Sou uma rapariga...sou morena...sou baixa ou alta.
Mas será que é isto que se quer saber quando se faz este tipo de pergunta?!
Segundo a minha mãe sou BASTANTE desorganizada;
segundo o meu pai, infantil;
segundo a minha irmã, introvertida;
segundo a minha avó, respondona;
segundo o Luís, mau feitio;
segundo o Pedro, teimosa;
segundo a Maria João, boa amiga;
segundo a Mónikinha, branda de mais;
segundo um cliente da minha mãe, pouco simpática mas profissional :);
segundo o Tiago, inteligente emocionalmente;
(...)
segundo o significado dos nomes, tem tendência a mostrar calma nos momentos mais difíceis da vida. Preocupa-se em estabelecer boas relações com seus vizinhos e conhecidos.
Segundo eu...sou isto tudo e talvez um pouco mais...porque é através dos olhos dos que me são próximos que descubro quem sou...!
Portanto a essa pergunta...remeto a resposta aos que me são próximos :)




Ben Harper & The Innocent Criminals - Steal My Kisses


Eu estive lá com a minha Babi! :) :)
MARRIED ME!! :)

Aos meus amigos...

Não seria capaz de viver sem os meus amigos. Gosto de saber que existem e que são como são. Quando me sinto triste penso em todos eles e asseguro-me que estão todos presentes e próximos de mim. Próximos do coração, claro.
Os meus amigos são verdadeiros...sinto-o nas palavras, nos gestos, no silêncio...! Mas para além disto...sinto-o pela liberdade. Seguem o seu caminho e deixam-me seguir o meu. Estão em mim mas não vivem por mim. Seguram-me mas não me prendem. Sabem que preciso de ser livre e dão-me essa liberdade.
..."a amizade é como o amor. Parece diferente mas é quase igual". A grande vantagem , na amizade, é que existe menos posse, mais liberdade.
Gosto, portanto, do amor dos meus amigos... :)

(Enumerá-los seria possivel mas prefiro que cada um sinta que me estou a referir a eles :))

A saudade...


A saudade não é uma qualidade invejável. Faz parte da vida de todas as pessoas (mais de umas que doutras). E embora a tomemos com «uma instituição» que, para além do vinho do Porto, nos caracteriza e distingue, a saudade é um «ó tempo volta p'ra trás» : o que fica sempre que a esperança empalidece ou não existe.

Como esquecer?...

Quantas vezes nos deparamos com esta pergunta?!
Muitas vezes? Algumas?
Uma vez ao ler Eduardo Sá...surpreendeu-me a forma como ele comparou a tentativa de esquecer alguém ou alguma coisa ao contar carneiros para adormecer...torna-nos mais despertos para ela e incomoda em vez de sossegar.
A conclusão?... A melhor forma de ficar preso a um pensamento é fugir dele!
A máxima?...A melhor forma de esquecer é fazer por recordar; muitas vezes.

Os silêncios em que navegamos...

Nos silêncios em que navegamos pelo nosso pensamento, dizemos tão pouco, às pessoas que acolhemos em nós, que « o importante...é estar com elas». O que nos leva a tornar supérfluo o essencial?


Quando uma relação, por mais próxima que seja, traz consigo o perigo da dependência, é porque alguma coisa do outro desperta em nós mais medo do que confiança. São assim as relações onde algumas pessoas reconhecem que o outro gosta de si…À SUA MANEIRA. Quando alguém gosta de nós…à sua maneira, reconhecemos que essa forma – egocêntrica – de gostar não precisa dos nossos sentimentos para que o alimente. Quando alguém gosta de nós… à sua maneira, quando está longe queremo-lo perto, mas quando chega…ansiamos que se afaste.As relações onde as pessoas gostam do outro à sua maneira não significam actos deliberados de maldade mas magoam, muito, porque ocupam o espaço de uma digestão por fazer, que intoxica por dentro, devagarinho, e nos divorcia, sem darmos por isso, do amor à vida.


Para reflectir... :)

"Existe apenas uma idade para sermos felizes, apenas uma época da vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia suficiente para os realizar apesar de todas as dificuldades e todos os obstáculos. Uma só idade para nos encantarmos com a vida, para vivermos apaixonadamente tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa imagem e semelhança, vestirmo-nos com todas as cores, experimentar todos os sabores e entregarmo-nos a todos os amores sem preconceitos nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que todo o desafio é mais um convite à luta que enfrentamos, com toda a disposição de tentar algo novo e de novo quantas vezes for preciso. Essa idade, tão fugaz na nossa vida, chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa..."
(Mário Quintana)