Os silêncios em que navegamos...
Nos silêncios em que navegamos pelo nosso pensamento, dizemos tão pouco, às pessoas que acolhemos em nós, que « o importante...é estar com elas». O que nos leva a tornar supérfluo o essencial?
Quando uma relação, por mais próxima que seja, traz consigo o perigo da dependência, é porque alguma coisa do outro desperta em nós mais medo do que confiança. São assim as relações onde algumas pessoas reconhecem que o outro gosta de si…À SUA MANEIRA. Quando alguém gosta de nós…à sua maneira, reconhecemos que essa forma – egocêntrica – de gostar não precisa dos nossos sentimentos para que o alimente. Quando alguém gosta de nós… à sua maneira, quando está longe queremo-lo perto, mas quando chega…ansiamos que se afaste.As relações onde as pessoas gostam do outro à sua maneira não significam actos deliberados de maldade mas magoam, muito, porque ocupam o espaço de uma digestão por fazer, que intoxica por dentro, devagarinho, e nos divorcia, sem darmos por isso, do amor à vida.


3 Comments:
magoam...mas lá está não são actos deliberados de maldade...a luta no dia a dia é constante para tentar ser feliz "à minha maneira"...
Percebi a mensagem...
As coisas que nos magoam, fazem-nos crescer...eu cresci! Achas que te devo agradecer?!
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