Não pode estar sempre a chover

quarta-feira, julho 25, 2007

Ao Diogo...

A MORTE NÃO EXISTE

por John McCreery


Não existe a morte. Os astros se vão


Para surgirem em outras terras e

Sempre brilhando no diadema celeste,

Espalham seu fulgor incessantemente.


Não existe a morte. O chão que pisamos

Converter-se-á pelas chuvas estivais,

Em grãos dourados; em doces frutos;

Em flores que luzem suas policromias.


Não existe a morte. Embora lamentemos

Quando o corpo denso de seres queridos

Que aprendemos a amar, sejam levados

De nossos amorosos braços, agora vazios.


Eles não morreram. Apenas partiram,

Rompendo a névoa que nos cega aqui;

Para nova vida, mais ampla, mais livre,

De esferas serenas, de brilhante Luz.


Embora invisíveis aos nossos olhos;


Continuam nos amando. Estão connosco.

Nunca esquecem os seres queridos,

Que pelo mundo, atrás deixaram.


Não existe a morte. As folhas do bosque

Convertem em vida o ar invisível;

As rochas se desintegram para alimentar

O faminto musgo que nelas se agarrou.


Não existe a morte. As folhas caem;


As flores murcham e desaparecem;

Esperam apenas durante as horas hibernais

O retorno do suave alento da Primavera.


Embora com o coração despedaçado,

Coberto com as negras vestes de luto,

Levemos seus restos à obscura morada

E digamos que eles morreram.


Apenas despiram suas vestes de barro,

Para revestirem com trajes cintilantes.

Não foram para longe, não nos deixaram;

Não se perderam; nem mesmo partiram.


Por vezes sentimos na fronte febril,

Suave carícia ou balsâmico alento;

É que nosso espírito ainda os vê,

E nosso coração se conforta e tranquiliza.


Sempre juntos a nós, embora invisíveis,

Continuam esses queridos espíritos imortais;

Pois, em todo o infinito Universo de Deus,

Só existe Vida - NÃO EXISTE MORTE.

domingo, julho 22, 2007

Já falta pouco...



quarta-feira, julho 18, 2007

Ben Harper - There will be a light

"I wish we could live forever
Then melt into the sun
Melt into the sun
Time is gonna change you
Once it gets you on the run
Gets you on the run"

sábado, julho 14, 2007

The end of a LOVE(ly) story!

Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.

Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.

Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.

Eugénio de Andrade

segunda-feira, julho 02, 2007

Parabéns Celebridade, quase MITO! ;)


Parabéns a você

nesta data querida

muitas felicidades

muitos anos de vida

Hoje é dia de festa

cantam as nossas almas

para a menina Cátia

uma salva de palmas.